Em pleno dia internacional da democracia, líder associativista no Cuito afirma que há ditadura no interior do país.

Assinala-se hoje, 15 de Setembro o Dia Internacional da Democracia, proclamado através da Resolução 62/7 adotada na Assembleia Geral das Nações Unidas de 13 de Dezembro de 2007, com objectivo de assegurar a necessidade da defesa nas sociedades e a nível político, de princípios como a inclusão, tratamento igualitário entre os indivíduos, paz e desenvolvimento sustentável.

Entre avanços e recuos da democracia em Angola, o líder da Associação Provincial dos Comunicadores Sociais bienos, José Carlos Kamutali, afirmou nesta terça-feira, no Cuito, que ainda existe ditadura no interior das províncias, o que representa um recuo à democracia.  “Hoje ainda se conota o individuo por ser de um partido, por dizer ou tecer uma opinião diferente, isso é um recuo à democracia…“.

Entretanto para o jovem estudante Florêncio Teodoro Eyala, com a realização regular de eleições em Angola, há uma evolução democrática, sobretudo com o recente pronunciamento do presidente da República, João Lourenço quanto à realização ininterrupta desses pleitos, mas para que haja uma efetiva democracia, Florêncio Teodoro entende que é necessário os deputados desempenhem o seu papel.  “… e este avanço será efetivo quando os representantes do povo serem exatamente porta-vozes dos problemas do povo… e não serem meros passivos, meros assistentes de um sistema político que nós temos vindo a registar“, frisou.

Já para António Vasco Sonjamba “Somos ainda muito miúdos quanto à prossecução do cumprimento escrupuloso dos preceitos democráticos justamente por uma questão de origem das doutrinas político-partidárias que são adaptados“. Entretanto, o jovem acadêmico,  entende que “devemos admitir que temos dados alguns passos que dão alguma esperança que em próximos tempos talvez teríamos um país mais democrático”, mas para tal “precisamos trabalhar na questão das nossas instituições que devem devem dar credibilidade política e não só, às nossas eleições...”. António Vasco Sonjamba defende que se abram mais as liberdades e garantias do cidadão angolano.

Angola adotou o Estado democrático de direito como regime político de governo em 1991 à luz dos acordos de Bicesse, que marcam a transição do monopartidarismo para o pluripartidarismo, o que viria a dar lugar às primeiras eleições gerais em 1992. Em 2010, a 21 de Janeiro foi aprovada pela Assembleia Nacional a Constituição da República de Angola, tendo sido promulgada pelo então Presidente da República, José Eduardo dos Santos , a 5 de fevereiro de 2010.

 

 

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