Silêncio do MED leva SINPROF à greve a partir de 26 de Abril

O Sindicato Nacional dos Professores decretou, no sábado (17.04.2021), greve em todo território nacional a partir do dia 26 de Abril do corrrente ano, caso o Ministério da Educação não se pronuncie sobre as reivindicações dos “homens do giz”, que constam do caderno reivindicativo em possse do MED desde Outubro de 2019.

A declaração da greve foi feita em simultâneo nas 18 províncias do país, depois da Assembleia Representativa dos professores no dia 17 de Abril, como resultado do silêncio do MED quanto às resoluções da II Reunião Ordinária do Conselho Nacional do Sindicato dos Professores (SINPROP), realizada na cidade do Cuito, no Bié, entre os dias 18 e 19 de Feverereiro.

Nesssa reunião o SINPROF determinava em três pontos fundamentais:  1- O MED tem 60 dias para resolver a questão ligada ao tempo de serviço dos professores. 2- Durante 60 dias, os secretariados a todos os níveis deverão realizar assembleias, com vista a mobilizar os professores para mais uma acção de luta. 3- Findo os 60 dias, não havendo resolução do ponto sobre o tempo de serviço, o secretariado nacional foi instado pelo Conselho Nacional a remeter a declaração de greve ao Ministério da Educação.

No Bié, de acordo com o secretário provincial do sindicato, Ernesto Muenho, todos os professores que participaram da Assembleia Representativa no dia 17, concordaram em avançar para a greve e paralisar o sector da educação na província, à semelhança de todo o país, a partir do dia 26 deste mês, caso o Ministério  da Educação não se pronuncie, quanto à  melhoria das condições da classe e a valorização do tempo de serviço, que são as que mais inquietam a classe docente, entre os 10 pontos apresentados no caderno reivindicativo em Outubro de 2019.

Em Abril de 2018 o Sinprof já havia decretado uma greve, que paralisou as aulas durante uma semana no país.

 

 

 

 

 

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