
Moradores falam em despejo forçado, administração do Cuíto fala em avançado estado de degradação do espaço e Vice Governador José Chatuvela apela à desocupação pacífica do edifício.
Os ocupantes do Hotel Cuito denunciaram, nesta segunda-feira, uma alegada tentativa de despejo por parte da administração municipal. Segundo os moradores, que vivem no edifício há mais de dez anos, não foi apresentada qualquer justificativa formal para a desocupação dos quartos.
Segundo relataram à Rádio Cuquema, os ocupantes foram surpreendidos, na tarde desta segunda-feira, pela presença de autoridades locais que, alegadamente, pretendiam forçá-los a deixar o edifício. Diante da situação, os moradores recusaram-se a abandonar os quartos, considerando a medida injusta e sem fundamento.
Os residentes afirmam ainda que não lhes foi apresentada qualquer alternativa de realojamento, o que, segundo dizem, agrava a preocupação quanto ao seu futuro e reforça o sentimento de insegurança entre as famílias que vivem no local há mais de dez anos.
Por sua vez, a administração municipal do Cuito confirmou a ação de desocupação coerciva, justificando que a ocupação do imóvel é ilegal. A posição foi manifestada pelo administrador municipal adjunto para a área técnica e infraestruturas, Agostinho Pilartes da Silva, que reiterou a necessidade de se cumprir a legalidade e salvaguardar o espaço.




