Sexta-feira, Fevereiro 13, 2026
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Presidência rotativa de Angola na União Africana chega ao fim dividindo opiniões sobre legado de João Lourenço

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Termina neste fim de semana a presidência rotativa de Angola na União Africana, marcada por ações focadas na paz, segurança, desenvolvimento económico, energia e recursos naturais, entre outros setores.

A liderança de João Lourenço na maior tribuna política do continente dividiu hoje a opinião dos analistas da Rádio Cuquema, durante a rubrica Revista de Imprensa.

Para Lucas Mendonça, João Lourenço não deixa legado, observando o fracasso demonstrado na mediação de vários conflitos políticos e militares, como no caso da guerra entre a República Democrática do Congo e Ruanda.

“A presidência não conseguiu resultados concretos em conflitos importantes. Isso limita o impacto de Angola na União Africana”, afirmou Mendonça.

Em contraste, Bruno Wandaqueia considera que a presidência de Angola na União Africana teve um legado positivo, citando a realização de diversos eventos, como a cimeira China-África e a cimeira União Africana-União Europeia.

“Apesar dos desafios, Angola conseguiu promover encontros de grande relevância diplomática e económica”, destacou Wandaqueia.

Felix Lukissa adotou uma posição neutra, argumentando que a União Africana enfrenta falhas estruturais. Segundo ele, João Lourenço foi vítima das políticas ineficazes da organização, defendendo a sua reestruturação para futuros mandatos.

“O problema não é apenas individual, mas estrutural. A UA precisa de reformas profundas para que futuras presidências sejam mais eficazes”, apontou Lukissa.

O legado de João Lourenço na liderança da União Africana continua, portanto, a dividir opiniões entre analistas e observadores políticos no Bié e em outras províncias do país.